Descrição
Hereges é o volume mais mordaz de G.K. Chesterton — um ensaio que dissecou os pensadores mais influentes do início do século XX. Publicado originalmente em 1905, a obra não se limita a debater ideias soltas, mas expõe as “vigas” que sustentam — ou deixam de sustentar — cada sistema filosófico daquela época .
O que é um “herege” para Chesterton?
Para ele, herege não é quem nega um dogma cristão, mas sim “um homem cuja visão das coisas tem a audácia de diferir da minha” . Mais profundamente, é alguém que escolhe uma parte da verdade em detrimento do todo, incapaz de suportar a natureza paradoxal e complexa da realidade .
O que você vai encontrar no livro:
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Críticas afiadas a luminares como Rudyard Kipling, George Bernard Shaw (seu amigo e rival intelectual) e H.G. Wells, entre outros .
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A tese central: a razão sem dogma desanda em irracionalismo; e muitos críticos da religião, sem perceber, reproduzem estruturas quase religiosas de pensamento .
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Uma análise da modernidade que, escrita há mais de um século, parece quase profética ao diagnosticar males que se agravaram no século XXI .
O livro gerou animosidade na época: críticos que elogiavam os escritos anteriores de Chesterton sobre Dickens ou Browning ficaram irritados ao vê-lo voltar sua atenção crítica para os contemporâneos . A obra é frequentemente descrita como o “lado negativo” de Ortodoxia, o volume que viria três anos depois para apresentar, de forma positiva, a filosofia chestertoniana — ou seu “conjunto de imagens mentais”, como ele mesmo definiu






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